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--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *

«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a Natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas.»
George Braque in «Cahiers de G. Braque»

terça-feira, 31 de março de 2020

#dia 8 - desenho em familia





A familia com a qual posso partilhar um desenho neste momento, resume-se ao meu companheiro, com quem divido o apartamento em Lisboa. 
Economista de profissão, poucas são as habilidades que ele pensa ter em desenho e, por muito que lhe tente convencer que isto das habilidades é relativo e que apenas importa que ele aprecia a experiência que o desenho à vista pode proporcionar, a falta de confiança acaba sempre por o atraiçoar. 
Ainda assim fez questão de participar, mesmo que apenas para lembrar que tendo a deixar migalhas no tapete da sala, quando como algo no sofá ... É melhor que nada, diria. E acaba por ser um dois em um!
(A terceira imagem já foi feito apenas por mim. Ele estava ao lado, se isto conta para algo). 


#09 - da minha janela avisto


Neste caso, como não consigo chegar às minhas janelas, decidi desenhar as janelas.

9- Da minha janela avisto o mar/ a serra...




Sara Silva 
Da minha janela avisto o mar/ a serra..., 2020
Aguarela, tinta de marcadores, trevo e fita cola sobre papel,  27,8x21 cm

Durante a tarde, sentei-me no quintal a apanhar sol com o meu caderno, ele vinha e ia. Fazia frio à sombra, mas soube-me bem. Comecei por pintar o fundo em tom de azul e roxo, deixei secar.  Depois de pintar as nuvens rápidas pelo vento e começar a fazer apontamentos da camada seguinte como quem monta um cenário, recebemos uma visita querida. Interrompi meu desenho mas logo depois retomei, aí surgiu camadas de branco e de negro. Eu tinha escolhido o meu quintal como o que avisto da minha janela, pode soar parvo mas sento-me lá fora, inserida numa moldura espacial. Não sei se foi uma boa opção, mas em fim. Entretanto, passei para dentro de casa, no sofá. Olhei para o desenho de pernas para o ar como se tivesse a flutuar, a desafiar a lei da gravidade. Pensei em desenhar-me nas páginas seguintes sem sombras para evidenciar a ideia, mas acabei por ver minhas mãos sobre o caderno, e contornei um dedo, preenchi-lhe com detalhes e a seguir contornei sua sombra. A questão da janela, ainda, vinha ao de cima. Atrás de mim pela janela vinha luz, incidia sobre o papel, fazia sombras. Anotei as zonas de contraste através da linha de contorno, não só através das sombras do relevo do papel como o que estava do outro lado, por detrás devido à não total opacidade do papel. Esses contrastes desvaneciam, apareciam e se fundiam. Quando dei como acabado, entrou minha mãe com o Papi e com um trevo de 5 folhas, após a sua caminhada. Não gosto de apanhar flores e plantas, no entanto lá estava ele, símbolo de sorte, de azar e de uma caminhada ao ar livre. Hoje ouvi a professora Alexandra, se não me engano, com a analogia da janela e dos nossos cadernos. Aqui vai a minha janela!

#9 da minha janela avisto

Da minha janela vejo o Bairro.

#9 da minha janela avisto

Da minha janela avisto a serra. Mais concretamente do meu balcão avisto o bonito arvoredo do lindo jardim José do Canto.

#9 da minha janela avisto


Da janela do meu quarto avisto parte do meu quintal e os telhados de alguns dos vizinhos.

#9 da minha janela avisto

Não é da minha janela mas sim do terraço. Foi muito divertido fazer este desenho porque pintei com caril, canela, café e açafrão (o resto é carvão e acrílico) :)

#9 da minha janela avisto



#9 da minha janela eu avisto

sótão, fajã de baixo, vista sul, manhã.

quarto, fajã de baixo, vista norte, tarde.

# dia 08 - desenhar em família




Depois do jantar sentámo-nos a ouvir música e a desenhar a família em família.

# dia 08 - desenhar em família

Hoje foi um dia grande, de manhã tratámos de arrumar a casa e do almoço. Depois foi altura olhar para a despensa e de repor o que estava em falta. Com a quarentena muitos comerciantes mudaram as suas práticas e tem sido importante para ambas as partes. A frutaria aqui ao pé de casa passou a fazer entregas ao domicílio, encomendámos por telefone a fruta e os legumes em falta de modo a não termos de sair à rua, respeitando os apelos da região. Depois estivemos a organizar o caos que pairava no ateliê... vai aos poucos, estivemos tão aterefados ao longo do dia que deixámos o desafio mesmo para a última. Eu e o António fizemos um desenho partilhado, do pai a desenhar-nos e foi divertido, sobretudo com a reação do António ao ouvir «mata-ratos» - pela primeira vez - o que vale é que gosto muito da minha sogra...

segunda-feira, 30 de março de 2020

# dia 08 - desenhar em família

Pintar em família. Neste tempo de quarenta temos todo o tempo do mundo para estar com a família em casa.

#dia 7 Eu a desenhar ao espelho

Já realizei melhores autorretratos. Eu hoje no espelho do meu quarto.

#dia 7 - Autorretrato


Fiz vários. Gosto imenso de autoretratos. Escolhi colocar apenas este, porque os outros foram feitos em escalas maiores, em folhas soltas. Com o entusiasmo tinha-me esquecido de seguir a premissa do caderno. Este é o meu preferido, de qualquer forma.

Um dia em que o EGO falou mais alto

Ontem não publiquei. O meu Ego falou mais alto que eu e eu tive que ter uma conversa de cabeceira com ele para ver se nos entendíamos.
Quero fazer de tudo, já vos tinha dito aqui mas claro que é impossível e depois ainda há esta coisa dos desafios diários então esta mulher começa a ficar nervosa porque já é de noite e ainda não fez a sua publicação de sketcher...PorquÊ? porque achei que o que tinha feito não era válido. Porque achei que o desenho tinha montes de erros, de prespetiva e de sombra e porque não estava à altura dos trabalhos que deveria estar a postar.
Meus amigos...aconteceu! Aconteceu que a minha vaidade pôs o rabo de fora!
E eu que tantas e tantas vezes, digo aos meus alunos, miúdos e graúdos, que o que mais interessa é fazer e experimentar, fiquei frustrada porque a minha lapa estava uma caca. Olha! Rimei!
Depois desta conversa comigo, decidi que o desenho de ontem era para ser mostrado e porque sim, existem coisas maravilhosas para serem vistas, se QUISERMOS olhar para elas e isso significa, muitas vezes, olhar para dentro de nós.
Nota importante: a iluminação não é a mesma daquela que usei para desenhar, daí a sombra estar noutra direção. mas a lapa...enfim, não parece mas é a mesma também.ahahaha


domingo, 29 de março de 2020

#dia 6 - o que fazer para o almoço ou jantar





Neste caso não é nem almoço, nem jantar. É um bolinho de iogurte para o lanche.

Tive que interromper a prova do bolo para ir ao espelho registar a expressão de satisfação (e um quanto orgulho) na minha cara.
Como nunca cozinho, quando o faço tenho logo uma sensação de missão cumprida, razão pela qual me dá ainda mais prazer, e até necessidade, de registar o(s) resultado(s).

Nunca fui dada à culinária, mas nestes novos tempos, novos interesses parecem surgir.
Resta saber até quando ... :)

07 - eu a desenhar (ao espelho)


Sara Silva
No meu novo caderno, eu a desenhar (ao espelho), 2020
Tinta de marcadores e aguarela sobre papel, 21x13,3 cm

#07 Autorretrato

Eu sou uma vaquinha.

#06 O que fazer para o almoço e/ou jantar

Cozinheiro, especialidade do chefe.

#07 Autorretrato


Eu em isolamento social.

#7 Autorretrato em tempo de Covid-19


Depois proposta do Eduardo Salavisa na web oficina «Da tri para a bidimensionalidade» 
obriguei-me a hierarquizar a composição, explorando a profundidade a partir dos diferentes tamanhos e posicionamento dos objetos. O exercício à primeira vista parece fácil, mas deu-me que fazer. Aproveitei para fazer um autorretrato em tempo de covid-19. Assim, não poderia deixar de mencionar os nossos «agentes de segurança» mais próximos, preciisos e quase inseparáveis.

#06 O que fazer para o jantar

Quando não se quer fazer comida e pede-se uma pizza.

#7 eu a desenhar (ao espelho)

Este desenho foi um acidente atrás do outro. Fiz o esboço e calculei tudo mal (fiquei muito ampliada e não dá para perceber se estou a desenhar ou não). Depois entornei café e acabei por usar o mesmo no fundo da imagem. A minha cara estava mesmo mal- já estava a ficar frustrada- e pintei tudo de preto. No fim o papel ficou destruído e ensopado e era grande demais para digitalizar, então tirei uma foto (daí a qualidade não ser a melhor). Mas pronto, decidi publicar na mesma, acho que ficou interessante.

# dia 07 - eu a desenhar (ao espelho)


Em tempo de quarentena desenho-me ao espelho

# dia 07 - eu a desenhar (ao espelho)

Como já estava atrasado aqui no desafio, decidi incorporar também o dia 5 (cuido de uma planta).

# dia 07 - a desenhar (ao espelho)

O meu auto retrato em tempo de quarenta - como me vejo a desenhar

Dia 3: O meu canto predileto


#06 o que fazer para o almoço ou jantar? REDON, senhores, REDON

Hoje foi um dia cheio mas, de dores de cabeça! Não sei se por falta de café ou excesso de outras coisas, talvez um pouco de ambas. Acontece que ontem não fiz o desafio das weboficinas Liliputianas e hoje, tentei juntar 2 em 1 então, decidi juntar o nosso Zé Povinho, bem português, com um ligeiro sotaque micaelense a perguntar ao Alfredo (Hitchcock) se ia comer massa outra vez ao jantar, tal qual um marido que não gosta de comer restos ao qual este lhe responde, no seu tom mordaz, que seria aquilo ou panquecas.
Desculpem a falta de elaboração deste meu dia, havia tanto mais para dizer mas hoje, não me sentia na melhor das formas.
Saúde!


sábado, 28 de março de 2020

06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar

Cozinhando o jantar, 2020
Tinta de esferográfica, marcadores e aguarelas sobre papel, 29,7 x 21 cm

Depois de uma tarde a fazer pãozinhos, fui fazer o jantar, uma lasanha de carne com produtos frescos. Foi a primeira vez que desenhei a cozinhar. Foi giro. O tempo que levei a desenhar a lasanha no forno equivaleu ao de ficar pronta. Nós, os miúdos aqui de casa, fomos os primeiros a ir para a mesa. Consolamo-nos todos, juntamente com uma saladinha feita pela maninha e cunhadinho.


#06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar

Hoje eu fiz o jantar para todos, foi peixe, mas não tive paciência para o desenhar por isso desenhei a piza que restou do almoço.

#06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar

Hoje foi dia para fazer sopa e de também para responder ao desafia da Fernanda Lamelas que nos propôs uma mistura surreal acordante com o momento em que nos encontarmos. Ora, uma vez mais, não tive como nâo conciliar os dois desafios (o nacional com o açoriano). A sopa deu-me uma grande dor de cabeça, as vaidosas - a couve keil e a cenoura-  não queriam tomar banho nem por nada, a minha sorte é que, à falta de curgetes, a batata colaborou logo que o feijão tomou conta da ocorrência.

#dia 6 A fazer o jantar


À espera da sopa de couve na cozinha.

Limpo a minha despensa




Para passar melhor o tempo, mãe e filha decidiram desenhar em conjunto enquanto arrumavam a despensa.

#06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar


Tarte de queijo e salada: a minha comida favorita.

# dia 06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar

Um peixe fresco vindo directamente do mar à porta acompanhado de um bom vinho

#dia 5 - cuido da minha planta ...

Sim, dei um nome à minha planta. Chama-se Estefânia (não sei muito bem porquê este nome em particular. Tinha "cara" de Estefânia).

É a primeira planta à minha responsabilidade. Comprei-a, trouxe-a para casa e rego-a quando ela necessita. Talvez por isso tenha criado uma relação mais próxima com ela e, talvez por isso, tenha tido a necessidade de lhe dar um nome.

#05 cuido de uma planta...do peixe...e dos pássaros. Ah! e cuido de mim também...

Dormi até um bocadinho mais tarde. A vantagem de dormir na sala é que apenas tenho que ligar a televisão para o miúdo se entreter mais um pouco enquanto eu me viro para o outro lado e ressono mais um bocadinho.
O meu amigo Carlos Olyveira, veio trazer-me dois livros para que possa continuar a viajar sem sair de casa e depois, fui cuidar das plantas. Não são as da minha casa, são as do meu atelier, que se sente abandonado por não me ver ali há pelo menos 12 dias.Tento evitar ao máximo as minhas deslocações para fora de casa. Elas, as plantas, estavam a precisar de mim, e eu delas. Virei-as para sul, para o mar, se me faz bem a mim, a elas fará também.
Depois de almoçar, mudei a água do peixe, limpei a gaiola dos pássaros (não os gosto de ver ali mas foi um "presente") e peguei no miúdo e vim para a minha varanda acabar o que tinha começado ontem.
Espero que gostem desta aguarela mimosa, de uma mãe e de um filho a tirarem partido do seu minúsculo quintal.
Saúde!