no local

--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Encontro 21, USkP, 26 maio 2019, Açores, Ilha Terceira

Pedro Félix, Encontro 21, Observatório Meteorológico José Agostinho
USkP, Açores, Ilha Terceira - 26 maio 2019

Encontro 21, 26 maio 2019 USkP, Açores, Ilha Terceira

Manuel Martins, Encontro 21, Observatório Meteorológico José Agostinho
USkP, Açores, Ilha Terceira - 26 maio 2019

Encontro 21, USkP, Açores, Ilha Terceira

Emanuel Félix, Encontro 21, Observatório Meteorológico José Agostinho
USkP, Açores, Ilha Terceira

Encontro 21 , 26 Maio, USkP, Açores Ilha Terceira,

Bruce Azevedo 1, Encontro 21, Observatório Meteorológico José Agostinho
USkP, Açores, Ilha Terceira

Encontro 21, 26 de Maio, USkP, Açores, Ilha Terceira

Bruce Azevedo, Encontro 21, Observatório Meteorológico José Agostinho
USkP, Açores, Ilha Terceira


Diário Gráfico


Igreja de São Pedro


terça-feira, 28 de maio de 2019

EAT & DRAW

Como sabem o evento EAT & DRAW resulta do convite que nos foi dirigido pela Tasca, desafiando-nos a desenhar o restaurante. Abrimos as inscrições a todos, aceitando-as por ordem de chegada até ao limite máximo proposto de 10 desenhadores.
Os desenhos elaborados na sessão de dia 8 serão cedidos para reprodução e incluídos no jornal do restaurante. Em troca, a gerência oferecerá um almoço presentes. Como foi atingido o número máximo de presenças pedimos que - em caso de desistência - nos informem antecipadamente para que possamos dar lugar a outras pessoas interessadas em participar.

e...
fica já o pré convite para encontro Encontro 50 USkP Açores terá lugar no dia 15 de junho às 10:00 no Mercado da Graça....  em breve daremos mais notícias.

Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres 2019



Este ano o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Ponta Delgada celebra este ano o 60.º aniversário da elevação a santuário diocesano de Angra, desloquei-me ao Campo de São Francisco, aproveitando um belo fim de tarde, em pleno dia de aniversário, mesmo na véspera do acender das luzes e comecei por registar o ambiente de pré-festa. Depois, ao longo dos dias (24, 25, 26 e 27) fui apanhando um e outro momento que me falharam no ano anterior. Recordo a intensidade com que o grupo USk Açores, o ano passado, se envolveu nas festas, não conseguimos - ainda - juntar num mesmo suporte todos os desenhos que fizemos, mas havemos de nos organizar de modo profícuo. Apercebo-me, de ano para ano, que fica sempre alguma coisa para trás, por desenhar- e é tão dificil captar, in situ,  a essência desta tradição sedimentada pela fé e envolta em diversão e sofrimento. 

(Lápis de cor, caneta califráfica e marcador)                                                                                                               Mais desenhos aqui:   «insitu»

Bateria do Pico da Castanheira

18 de maio, 2019 (Pela colina com os Urban sketchers). Com Alexandra Baptista e José Artur.
Subida ao Pico da Castanheira, aqui para as bandas dos Arrifes. Nunca cá tinha vindo. Vivemos numa pequena ilha, queixamo-nos da limitação, sentimo-nos, por vezes, circunscritos, mas na verdade nem conhecemos tudo aquilo que nos rodeia.
Subimos por um atalho cheio de frescura, até ao cimo da colina e, bem lá no topo, foi um deslumbramento. Avista-se a cidade em toda a sua extensão, desde a zona da Nordela, a Poente, dominada pela pista do aeroporto, passando pela doca, cortada a meio pela Torre do Solmar e diluindo-se, a Nascente, para as bandas da Lagoa, já muito moderna com as suas torres de apartamentos e, ao fundo, a minha Serra da Barrosa, hoje com a cabeça perdida nas nuvens, como eu. Olhando melhor, ainda avistei o torreão do nosso Liceu, vigia permanente, em tempos, dos navios de transporte da laranja, na época do Barão de Fonte Bela, e o Alto da Mãe de Deus, com a sua igrejinha inocente, um tanto perdida numa cidade que conheceu bem mais pequenina.
O Pico da Castanheira é uma elevação, a Norte de Ponta Delgada, onde se criou um dispositivo de defesa do porto da cidade, durante a Segunda Guerra Mundial. Lá se construiu um complexo subterrâneo que servia de aquartelamento, artilhado com três peças Krupp, que ali foram instaladas em setembro de 1940.
Começámos por uma visita guiada, seguindo a luz de fortes lanternas, a essas antigas instalações, frias e labirínticas, todas em cimento, um autêntico bunker que nos arrepia e oprime.
Uma vez cá fora, respirei fundo, aliviada pelo vento fresco e pelo sol que me envolveu. A ilha hoje está igual a si mesma, com o mar em cinza prata, pintalgado de onde a onde por uns laivos tímidos de azul.
Como eu amo esta cidade e a minha ilha! É um amor cheio de contradições, como o são sempre os amores, dividida que estou entre a atração e a fuga; o partir e o ficar; ora vendo este mar como ponte que une, ora como prisão que nos cerca.
O cheirinho a hortelã silvestre e a toada dos chocalhos das vacas, que se ouve no cimo da colina, transportam-me ao Poço do Cavalo. Agora penso que ainda não falei dele neste meu Diário e isso é desconcertante para mim. Às tantas lembramo-nos de que há coisas que nos marcaram tanto, que não queremos tocar-lhes para que não se esfumem e percam a forma com que ficaram gravadas dentro de nós.
O Poço do Cavalo é um desses lugares que pertencem à mitologia da Infância. No começo era um pasto atravessado por uma ribeirinha que se precipitava em cascata por uma parede rochosa, num declive do terreno, formando uma piscina natural, de água cristalina de tão gelada, onde tomávamos banho em crianças.
Meu Pai comprou este terreno tinha eu cinco anos e, usando a imaginação e a sensibilidade, transformou-o num pequeno paraíso único e nosso.
Ali ergueu um casinha e pôs-lhe portadas vermelhas com corações abertos. O ribeiro passava a três metros da cozinha e sobre ele meu Pai construiu, com as suas mãos, pequenas pontes em arco, feitas de toros de criptoméria. Alindou o terreno com árvores e flores. Fez crescer madressilva pelos muros de pedra e as noites tornaram-se irresistíveis, cheias de aromas e povoadas de espíritos bons. Na porta de entrada, num azulejo azul e branco, lia-se, escrita pela mão do seu Mestre e amigo Ruy Galvão de Carvalho, uma quadrinha singela, que sempre me encantou e encerrava o espírito do lugar:
Um ribeiro, ao longe o mar;
Campos vastos como o céu.
Entra, uma casa te espera
E mais a Graça de Deus.
Este lugar era assim, aqui pincelado com palavras doces e fugazes. Por isso meu Pai, sempre que podia, a pretexto de ir aparar a relva, buscava nesse refúgio um refrigério para a alma e para os olhos.
A casita não tinha água canalizada, nem luz elétrica. Pelo Verão, ali passávamos uns dias, e vivíamos uma outra vida. Imagino que, para a minha Mãe, habituada a gerir uma casa onde nada faltava, seria complicada esta temporária ancestralidade, mas para nós, crianças, era um fascínio aquele regresso às origens. De dia, era o milagre da vida. Bebíamos leite acabado de ordenhar e perdi a conta dos cães, bezerros e cabritos que vimos nascer. Íamos à ribeira buscar água e à noite por ali ficávamos os cinco, à luz de candeeiros de petróleo, em conversas mornas e embaladoras que nenhum registo pode fixar. Ou meus pais liam-nos passagens de algum livro que estava sempre à mão.
Lembro-me bem do deitar. Minha mãe punha-nos botijas quentes nas camas para retirar a sensação de humidade e adormecíamos a ouvir as rãs e os grilos, mais o cantar eterno da ribeirinha por entre as pedras, a hortelã e as flores rosadas dos cardos que cresciam junto às margens.
Pergunto-me porque é que ainda não tinha posto por aqui estas memórias. Talvez porque, por muito que diga, nunca conseguirei passar para o papel todo aquele universo de cheiros, sons, afetos e sentires que nos envolviam naquele lugar, por esses dias já quase perdidos, de tão distantes.
Foi disto que me lembrei hoje, e de muito mais que é indizível, enquanto estava sentada na relva desta colina e me deixei invadir pelo cheiro da hortelã e pelo ruído dos chocalhos, olhando aqui de cima esta cidade onde nasci, pacífica e tranquila, estendendo-se pela paisagem da ilha.
E que saudade dolorosa senti desse tempo em que tudo parecia tão certo!
Por aqui, sentaram-se também os meus companheiros de passeio, rodeados de aguarelas, lápis de cor, cadernos e pincéis para fazerem um registo deste lugar. A Alexandra Batista, naquele seu jeito aparentemente plácido e tranquilo e com a sua visão de artista, vai registando, numa linguagem tão diferente da minha, aquilo que se oferece ao nosso olhar. E de repente surge no seu caderno de esboços, em traços espontâneos, que o domínio da técnica não obscurece, toda a paisagem que se espraia na nossa frente, com pormenores que eu não tinha visto antes, porque me entreguei às memórias e deixei de ver este espaço para passar a ver outro, enquanto ela vai registando o que os olhos e a experiência lhe ditam e lhe tocam.
Há momentos na vida que valem a pena.
“Dorme e sonha minha bela/embalada ao som do Mar”, disse Antero sobre a sua/minha ilha. E isto faz tanto sentido dentro de mim, neste momento em que aqui estou, mirando o porto mergulhado no mar, e sentindo, como sempre, que sou muito da ilha, mas que tenho sede de distância, porque há tanto para sentir e tanta humanidade para conhecer.
Maria João Ruivo

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Encontro 49 USkP Açores | EAT & DRAW

Eat & Draw

resulta do convite feito pela Tasca desafiando os Urbansketchers Açores a desenhar o Restaurante. 

O encontro é gratuito, inclui o almoço e comporta apenas 10 desenhadores. Aceitam-se as primeiras 10 inscrições: urbansketchersazores@gmail.com.



(*Os desenhos elaborados na sessão, pelos 10 desenhadores, serão cedidos para reprodução e incluídos no jornal do restaurante.)


sexta-feira, 24 de maio de 2019

60º Aniversário do Santuário

O Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Ponta Delgada celebra este ano o 60.º aniversário da elevação a santuário diocesano de Angra. Ontem fui espreitar o Campo de São Francisco para ver o estado dos preparativos no recinto. Recordo a intensidade com que o grupo USk Açores, o ano passado, se envolveu nas festas, não conseguimos - ainda - juntar num mesmo suporte todos os desenhos que fizemos, mas havemos de nos organizar de modo profícuo. Aproveito para pedir a todos os que desenharam a festa «in situ» que continuem a fazê-lo de modo a ampliar o nosso olhar sobre a maior festividade religiosa do Arquipélago dos Açores.

(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e aguarela)                                                                                                                                       «insitu»

terça-feira, 21 de maio de 2019

Praia da Viola

São Miguel está diferente, ao fim de semana apetece fugir ao « formigueiro»... há muito que não ia à praia da Viola e que bem que se esteve ali, a Maia encanta. O meu pequeno «Castor» divertiu-se à grande a construir pontes e diques junto ao mar.

(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e aguarela)                                                                                                                                       «insitu»

domingo, 19 de maio de 2019

Bateria do Pico da Castanheira


Visitámos a Bateria do Pico da Castanheira na Grotinha e fomos, simpaticamente, acompanhados pelo Sargento Chefe Júlio Santos e pelo soldado Rodrigo Pereira que tiveram imensa paciência
©Luís Caetano

com o grupo. O local, para além da importância que teve como ponto estratégico-defensivo de Ponta Delgada, tem uma vista incrível sobre a cidade. A panorâmica começa - à esquerda - com a Serra de Água de Pau e termina - à direita - com a Nordela a abraçar toda a Pista do Aeroporto João Paulo II. A Bateria precisa de ser preservada e a área mantida limpa, é necessário que se veja o estado daquelas peças antes que seja tarde demais. Nesta região onde humidade abunda e é salgada, a oxidação existente nas zonas por ela decapadas tende a aumentar. É pena que ali não se faça um miradouro com jardim a dar para a maior e mais ampla vista sobre a cidade aproveitando ainda, a Bateria existente como núcleo museológico a integrar os roteiros turísticos ou um trilho de dificuldade mínima com interesse histórico-militar.
Quanto aos desenhos, fi-los todos no local, mas a alguns, a cor dei-a em casa. Num dos desenhos ainda consegui apanhar a Maria João Ruivo sentada na “pradaria” a escrever e também a Ana Cristina Zeferino Arruda que saltitou entre o desenho e a escrita. A tarde foi serena e muito agradável.



(Lápis de cor,  caneta califráfica, aguarela e marcador)                                                                                                                       «insitu»

sábado, 18 de maio de 2019

Grupo Central



TERCEIRA: Praia da Vitoria & Angra do Heroismo
TERCEIRA: Império em Praia da Vitoria.
Enquanto estava a desenhar, o TVi filmava-me e o desenho. Eles estavam a filmar um documentario sobre Terceira e os Impérios.
Vão emitir no Jornal das 8, no dia 21 ou 28.

TERCEIRA: Império em Angra do Heroísmo

TERCEIRA: Angra do Heroismo
TERCEIRA: aeroporto
GRACIOSA: St. Cruz de Graciosa
MarieOdiel van Rhijn

domingo, 12 de maio de 2019

Sete Cidades...


47º Encontro UskP Açores - Museu Carlos Machado - Exposição Canto da Maya


Dia Internacional dos Centros Históricos





Pretexto



A pretexto de experimentar a minha caneta, ponta de pincel zebra (substituta da que me ofereceram no simpósio usk no Porto) que vem a ser um belo e apaixonante marcador Japonês, fui até Água d'Alto e enquanto o meu filho me convencia para uma jogatana de futebol na praia, aproveitei para registar o momento. Depois demos um salto a Vila Franca do Campo para o «Bevita» sabatino. A Vila estava em festa, mas fixei-me no jardim em frente à Câmara... voltarei para desenhar as Magnólias.

(Lápis de cor,  caneta califráfica e marcador)                                                                                                                      Mais aqui   «insitu»