segunda-feira, 22 de setembro de 2014

portas da cidade - ponta delgada



a minha mãe, que já se foi, apesar de não ver, dedicava-lhe todos os meus rabiscos. tantas vezes saía de casa dizendo:
- mãe, vou rabiscar! 
- vai, meu filho. logo quero vê-los!

ontem, saí de casa pelas 15 horas. não disse a ninguém para onde ia e ao que ia. mas na minha memória ecoava "...vai, meu filho. logo quero vê-los..."

pois é, eu, hoje, não tenho mãe viva. mas tenho-a sempre comigo. e será sempre para ela que desenho. 

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