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--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *
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domingo, 24 de novembro de 2019

Encontro 55 USkP Açores

Chegámos ao IPMA um pouco atrasados mas fomos muito bem recebidos pelas pessoas que ali se encontravam a trabalhar e, para nossa surpresa, a monitorizar uma tempestade. Penso que, mesmo sabendo que existiam muitas probabilidades da tempestade se  dissipar, ficámos todos impressionados com esse facto.
«A tempestade tropical SEBASTIEN (escala de Saffir-Simpson*) encontrava-se hoje (Sábado, 23 de Novembro) às 12:30 UTC (11:30 horas locais nos Açores) a cerca de 2100 km a oeste-sudoeste do Faial, deslocando-se para nordeste à velocidade de 39 km/h. Mantendo-se a trajetória e a intensidade, é provável que venha a atingir o arquipélago na segunda-feira, dia 25 afetando especialmente as ilhas dos grupos Central e Oriental. 
A previsão do comportamento da tempestade tropical SEBASTIEN não reúne consenso nos diversos modelos meteorológicos quanto à intensidade com que deverá alcançar o arquipélago. No entanto, prevê-se a ocorrência de precipitação FORTE no grupo Central, um aumento da intensidade do vento, com rajadas na ordem dos 100 km/h de sul a rodar para noroeste, e ondas de altura significativa de 6 a 7 metros de sudoeste passando a noroeste nas ilhas dos grupos Central e Oriental.
A precipitação FORTE no Grupo Ocidental a partir da tarde de domingo estará associada a uma superfície frontal quente.
[Novo comunicado será emitido dia 23 de novembro às 21:00 UTC (Hora local dos Açores)].

*Escala de Saffir- Simpson: Utilizada como medida da intensidade de um ciclone tropical.»

(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela)                                                                                                                                                  «insitu»          

Encontro 55 USkP Açores





quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Mau Tempo


(a) Riscar o Património

(a)Riscar o Património
Jardim Botânico José do Canto- Artes, Património e Lazer

Comemorou-se no dia 28 de setembro mais um (a) Riscar o Património. Uma iniciativa dos Urban Sketchers Portugal conjuntamente com a Direção Geral do Património Cultural, Urban Sketchers Açores e Fundação  José do Canto.
O anfitrião foi o imponente Jardim José do Canto, mesmo no coração da cidade de Ponta Delgada. Debaixo de um calor ardente e humidade tão caraterística das nossa ilhas, fomos amavelmente recebidos por um elemento da Fundação José do Canto.
Um jardim que posso dizer que foi “ o jardim da minha infância”. Tive o privilégio de nascer e crescer a dois minutos do referido monumento natural.

Infelizmente nos anos 80 o jardim esteve ao abandono, o que por um lado facilitava o acesso ao mesmo. Muitas foram as vezes que juntamente com os meus irmãos e vizinhos brinquei por entre as majestosas árvores e caminhos abandonados, num labirinto de risadas e corridas, escondendo gargalhadas e alegrias por detrás dos largos troncos.
Também recordo com saudade o “meu querido pai” com o nosso pastor alemão de seu nome “conselheiro” que tantos passeios ali davam.
Depois de uma breve viagem ao passado, voltamos ao presente….
José do canto nasceu em 1820 e casou com uma jovem prima de famílias abastadas da ilha do Faial.
Desde sempre se interessou pelas árvores, agricultura e cultura do chá.
Começamos com uma breve visita à Ermida de Sant´Ana. Pequena, simples, mas bela. Outrora usada para cerimónias fúnebres. No mês de julho comemorava-se a festa de Sant Ana, com procissão, bazar e comes e bebes.
Era uma festa de vizinhança. Como posso não regressar de novo ao passado??
Continuando a navegar no dia de hoje, fomos visitando o jardim por entre espécies raras e majestosas que nos abriam os braços num misto de boas vindas e simpatia pelo grupo que atarefado preparava o papel e o pincel para começarem a “desenhar o património “. O Grande PATRIMÓNIO que José do Canto nos deixou. O legado que temos de amar e cuidar. Espécies vindas da Europa e Estados Unidos, algumas delas plantadas pelo próprio José do Canto .
Cantinho reservado a espécies endémicas em homenagem aos Açores . Logo ali, vizinho um recanto de bambu a dar um toque oriental ao som da melodia dos passarinhos que por ali habitam
Paragem obrigatória junto à majestosa estátua de José do Canto. Altiva figura com um livro debaixo do braço direito e com um olhar projetado para o futuro. Olhando para a minha rua. A rua do Frias que fica mesmo em frente ao jardim. E lá voltei ao passado….
De realçar que este monumento foi uma homenagem de Augusto Ataíde no ano de 1950.
E fomos andando e devagando por entre árvores centenárias num misto de verdes que nos transmitem uma esperança de uma ambiente saudável, numa altura em que se fala tanto do clima e das suas consequência para o nosso bem estar e sobrevivência.
Que hajam muitos “José do Canto” e que saibamos aprender com a experiência e legado que nos deixou como herança.
O roseiral colorido alegrava o nosso percurso até que chegamos à zona do Palácio, sem antes vermos a estufa que hoje é utilizada apenas para eventos sociais e que outrora era usada para plantios.

Chegava a hora de almoço e o ar saudável abria o apetite. Um galo de penas coloridas dava as boas vindas à “sala verde”, onde fizemos um pic-nic à beira da piscina.
Descansados e saciados, fomos agraciados com um inspirador momento de poesia de Camões e Cesário Verde, entre outros. Poemas de e para a natureza recitados de forma poética e agradável aos nossos ouvidos.

José do Canto era também um homem das letras e das artes em geral.
Respirava-se cultura, arte e bem-estar. Letras, desenhos e natureza. Um trio perfeito num dia perfeito num jardim maravilhoso. O jardim José do Canto. O “meu” jardim. O “nosso” jardim.  O jardim “pulmão e património “ da nossa cidade, da nossa ilha, do nosso arquipélago, do nosso mundo que se quer cada vez mais saudável e arborizado.
“A saudade nunca leva ao início do tempo”- diz o poeta. Com essa iniciativa senti saudade e consegui ir ao início do tempo.

Vivi o tempo passado, o tempo presente e o desejo de viver o tempo futuro.



Respirava-se cultura, arte e bem-estar. Letras, desenhos e natureza. Um trio perfeito num dia perfeito num jardim maravilhoso. O jardim José do Canto. O “meu” jardim. O “nosso” jardim.  O jardim “pulmão e património “ da nossa cidade, da nossa ilha, do nosso arquipélago, do nosso mundo que se quer cada vez mais saudável e arborizado.
“A saudade nunca leva ao início do tempo”- diz o poeta. Com essa iniciativa senti saudade e consegui ir ao início do tempo.
Vivi o tempo passado, o tempo presente e o desejo de viver o tempo futuro.


Desenhos: Pedro Arruda
Texto: Ana Cristina Arruda


quarta-feira, 17 de julho de 2019

51º Encontro USK Açores - Desenhar com Gonçalo Preto

Desenho


Imagens no local

Durante a minha estadia pela ilha de São Miguel, como voluntário do festival de arte contemporânea Walk & Talk, foi-me dada a oportunidade de participar neste encontro com o Gonçalo Preto, artista do festival. Foi magnífico poder conhecer este sítio e todos aqueles que compõe este ativo e dinâmico grupo de Urban Sketchers. Cumprimentos da ilha Terceira!

João Pedro Costa

jpcosta2002.geral@gmail.com
www.joaocosta2002.wixsite.com/portfolio
linkedin.com/in/jpcosta2002

domingo, 16 de dezembro de 2018

Encontro 42 | USkPAçores_OTM verde #01




42ºEncontro USkP Açores foi na OTM VERDEum projeto que se destaca pela inovação (com cultivo de espécies vegetais a fazer-se em hidroponia: sem recurso ao uso do solo). Fomos bem recebidos e acompanhados com esclarecimento técnico claro. Este projeto assenta na sustentabilidade agrícola, é fresco e o ambiente sereno... apetece estar.

(Aguarela, lápis de cor e caneta caligráfica)                                                                                                                               «insitu»

terça-feira, 3 de julho de 2018

36º Encontro USK Açores | Daniela Sousa





No passado sábado, dia 30 de junho, os USK Açores foram convidados a desenhar a exposição "Vestir as Palavras" que se inaugurava na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
Esta exposição contou com a colaboração de vários artistas açorianos, que foram desafiados a criar diversas obras tendo como base textos de autores que marcaram a literatura.
A esta exposição seguiu-se um espectáculo onde alguns elementos do Conservatório Regional de Ponta Delgada encarnaram Fernando Pessoa, um dos mais grandiosos poetas português.
Os registos foram feitos a caneta de aparo de tinta preta, aguarela e lápis de cor.