Voltei à Ribeira Seca da Ribeira Grande para continuar os meus desenhos. Espreitei na Casa das Cavalhadas onde, todos os dias, se desenvolve um trabalho de criação de Alâmpadas com crianças em ateliê de tempos Livres. É um serviço de mediação que explora materiais mais duráveis. As frutas são modeladas com pasta de papel e são pintadas posteriormente, as flores são realizadas com cartolinas e papéis coloridos permitindo a criação de novos objetos e a interiorização de uma matiz cultural. O entusiasmo não se limita apenas aos mais jovens, envolve pessoas de todas as idades, evidenciando a ligação entre diferentes gerações. Música, cantorias e muito trabalho acompanhado da limpeza permanente da sala onde tudo acontece. E, entre as remeças de flores para «desfolhar» lá se ouve «_E viva o Mordomo, Viva!!!» com um «Viva» coletivo.
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«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a Natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas.»
George Braque in «Cahiers de G. Braque»
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terça-feira, 18 de junho de 2024
Voltei à Ribeira Seca, isto é que é gente de trabalho…
Voltei à Ribeira Seca da Ribeira Grande para continuar os meus desenhos. Espreitei na Casa das Cavalhadas onde, todos os dias, se desenvolve um trabalho de criação de Alâmpadas com crianças em ateliê de tempos Livres. É um serviço de mediação que explora materiais mais duráveis. As frutas são modeladas com pasta de papel e são pintadas posteriormente, as flores são realizadas com cartolinas e papéis coloridos permitindo a criação de novos objetos e a interiorização de uma matiz cultural. O entusiasmo não se limita apenas aos mais jovens, envolve pessoas de todas as idades, evidenciando a ligação entre diferentes gerações. Música, cantorias e muito trabalho acompanhado da limpeza permanente da sala onde tudo acontece. E, entre as remeças de flores para «desfolhar» lá se ouve «_E viva o Mordomo, Viva!!!» com um «Viva» coletivo.
domingo, 16 de junho de 2024
Alâmpadas de São Pedro
Hoje fomos desenhar as Alâmpadas de São Pedro na Ribeira Seca da Ribeira Grande. Confrontei-me com um projeto comunitário muito bonito. O sr. Amaral foi-nos explicando o processo de construção destes objetos únicos. “Todos participam neste convívio, mas já perdemos muita gente que fazia parte da comunidade”. Enquanto uns fazem as Alâmpadas outros cozinham e o ambiente de festa parece continuo. Também as crianças são envolvidas numa espécie de serviço educativo que as faz construir estes objetos em papel e lhe ensina a tradição. Fomos extremamente bem acolhidos e é certo que lá voltarei para aprender desenhando. Para quem não sabe “As alâmpadas são arranjos feitos com flores e frutos, que de alguma maneira fazem lembrar um lampadário. Destinam- se a ornamentar a paroquial da Ribeira Seca da Ribeira Grande e a oferecer a pessoas ou entidades públicas que se queira honrar durante as festas de São Pedro. Os Frutos utilizados são fruta lampa, nome que se dá aos primeiros frutos da estação. “Lampa” é também, além de “ alâmpada”, uma das palavras que existem em Português com o mesmo significado e “lâmpada”. Foi provavelmente da confusão entre lampa, com o sentido de fruta temporã, e lampa, com o significado de lâmpada, que surgiu o termo alâmpada para designar estas ofertas de flores e frutos que, segundo o Dr. Cortes Rodrigues, terão tido origem nas que foram feitas com os primeiros frutos colhidos depois da esterilidade provocada pela erupção vulcânica da de 1563.”
Texto de Dr. Daniel de Sá
Ribeira Grande, junho de 1994
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