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--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *
«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a Natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas.»
George Braque in «Cahiers de G. Braque»
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sexta-feira, 27 de março de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
Hoje fazemos 1+1+1+1+1+1 anos de existência, estamos de parabéns!
Já que o isolamento social se impõe e não nos é possível comemorar presencialmente os 6 anos de existência dos Urban Sketchers Portugal Açores, um grupo fantástico, dinâmico e feliz. Assim, desafiamos todos os sketchers a festejar desenhando o quotidiano. Continuaremos a fazer do desenho em caderno uma agradável rotina que propõe olhar com serenidade para o que temos à nossa volta com a devida adequação à situação atual de epidemia de covid-19.
Deixamos aqui uma lista de ideias, não se confinem a elas porque o que pretendemos é mantermo-nos unidos, dinamizar o blogue, tornando-o vivo e colorido.
#QUARENTENADESENHADA
# dia 01 - do meu dia, eu prefiro...
# dia 02 - o pequeno almoço
# dia 03 - o meu canto predileto
# dia 04 - mantenho-me ligado(a) ao que acontece lá fora
# dia 05 - cuido de uma planta
# dia 06 - o que fazer para o almoço e/ou jantar
# dia 07 - eu a desenhar (ao espelho)
# dia 08 - desenhar em familia
# dia 09 - da minha janela avisto o mar/a serra...
# dia 10 - vamos fazer um bolo
# dia 11 - apanhar ervas daninhas ou regar as plantas
# dia 12 - o meu animal de estimação
# dia 13 - pôr a leitura em dia
# dia 14 - jogar para animar
# dia 15 - para desenvolver...
# dia 16 - um monte das almofadas
# dia 17 - 2 a 3 brinquedos ou objetos bonitos
# dia 18 - desenhos covid 19
# dia 19 - desenho tátil e monocromático
# dia 20 - à janela organizo a profundidade - em três planos distintos - cada qual com a sua intensidade
Se tiveres alguma dificuldade em publicar os desenhos, não deixes de os enviar para urbansketchersazores@gmail.com que nós ajudaremos. Sugerimos que os publiques também noutras redes sociais.
#quarentenadesenhada #emcasa, #athome #encasa #uskazores #urbansketchersportugal
e já agora, se quiseres juntar-te ao desafio nacional integrando a galeria A Quarentena Desenhada dos Urban Sketchers Portugal do Público, fá-lo enviando os desenhos por e-mail. Além disso, selecionaremos diariamente três desenhos que aparecerão na QUARENTENA DESENHADA" BY URBAN SKETCHERS AÇORES DO AÇORIANO ORIENTAL.
terça-feira, 10 de março de 2020
ENCONTRO NACIONAL | AÇORES 2020
Em 2020, assinala-se, entre 3 e 5 de outubro, mais um Encontro Nacional de Urban Sketchers. Desta vez, na ilha de São Miguel, Açores. Um encontro que celebra, através do desenho, a ligação entre os sketchers de todo o país, mas que também convida a uma experiência única e criativa. Conversas, exposições e workshops em torno de diários gráficos, atividades amplificadas pela sinergia da ilha e das gentes que a habita. Neste contexto, espera-se um movimento pluridisciplinar entre artistas, comércio, associações, municípios, governo, entre todos os que dão corpo à nossa cultura.
segunda-feira, 2 de março de 2020
Boletim - Março 2020
58 Encontro Urban Sketchers Açores
29 de Fevereiro
Museu militar dos Açores - a água no quotidiano do exército
No último dia do mês de fevereiro realizou-se mais um encontro dos urban sketchers Açores. O museu militar dos Açores foi o local escolhido para mais uma vez se reunir o grupo (bastante numeroso) para desenhar no sitio. Foi no âmbito da Rede de Museus e coleções visitáveis que ocorreu o primeiro de vários encontros, que visa - em estreita colaboração com o Museu Militar dos Açores - um modelo de exposição coletiva que ficará patente ao público de maio a outubro de 2020 no Forte de São Brás. O tema "Agua no quotidiano do exército" serviu de ponto de partida para a amável receção por parte do recente diretor do referido museu, Tenente Coronel Luís Rato.
O elemento Água está presente nas nossas vidas, no nosso dia a dia. O próprio corpo humano é constituído por grande percentagem de água. É um bem essencial que devemos preservar. Desde a higiene à alimentação a água faz parte do nosso quotidiano bem como do exército, como podemos perceber na nossa visita ao Forte de São Brás. Fomos conduzidos à praça das armas onde se encontra uma cisterna feita pelos espanhóis numa zona que antes era rocha, mas que a necessidade de ter água para subsistência levou a que ali fosse construída.
Podemos dizer que é um ex libris da referida praça, daí que seja intenção do museu arranja-la para que futuramente seja visitável. É provavelmente das poucas existentes nos Açores com esta dimensão. Mais de 10 metros de profundidade e de acesso um pouco precário não assustou os presentes que com o seu caderno lá desceram para desenhar. Enquanto os mais intimidados procuravam água para registar. O tema era esse e havia que o fazer. Não faltou água, o mar, o nosso atlântico ali tão perto. Quase se pode dizer que o Forte de São Brás está rodeado de mar por todos os lados. O cheiro a maresia, os barcos de pesca e o vento marítimo alimentavam as mentes dos desenhadores que se inspiravam naquelas janelas e nas ameias de braços abertos para o infinito, para todo aquele meio que nos envolve. Nós ilhéus, vivemos de e para a água. O mar embalou a água que nos acolheu no seu colo ao som da melodia dos romeiros que entoavam a Ave Maria. Cenário único num dia síngular que terminou com imensos desenhos dos urban sketchers Açores.
59 Encontro Urban Sketchers Açores 07 de Março Fábrica de Chá da Gorreana
59 Encontro Urban Sketchers Açores 07 de Março Fábrica de Chá da Gorreana
Finalmente, no passado dia 7 de março, os Urbansketchers Açores regressaram, à Fábrica de chá da Gorreana, uma produtora de chá de primeira classe e de reconhecimento internacional. A visita foi dirigida por Pedro Pascoal de Melo. Para além da formação académica, o nosso anfitrião tem desenvolvidotrabalhos relacionados com a história do chá nos Açores, nomeadamente sobre as fábricas da Mafoma e Gorreana.
A Gorreana enquanto plantação, fábrica e museu, é o local idilico para degustar uma chávena de chá ao mesmo tempo que se pode apreciar as máquinas Marshall originais datadas de 1840 ainda em funcionamento na fábrica.
A visita guiada serviu de incentivo e para "abrir o apetite" aos sketchers ali presentes. Possuidor de grandes conhecimentos o " nosso guia" explicava com sabedoria a história da fábrica e da plantação do chá nos Açores. Entretanto, já se sentiam os cadernos e as tintas a trabalhar. havia muito a desenhar.
Um autêntico museu vivo. Imponentes máquinas com mais de 100 anos de trabalho. Todo o processo de elaboração do chá foi nos explicado, com o aroma do chá a perfumar todo o ambiente.
As paisagens verdejantes, uma vista de cortar a respiração envolviam os presentes que desejavam registar todos os momentos.
Um pormenor muito interessante, e que por coincidência parecia juntar-se ás comemorações do dia da mulher (dia 8 de março) é o facto da fábrica da Gorreana ter estado sempre em mãos de mulheres. conseguimos ver uma marca disto, através de uma gravação em pedra numa das paredes laterais da fábrica, com as iniciais de HPGC 1898 (Hermelinda Pacheco Gago da Câmara). Hoje em dia são as irmãs Madalena e Sara Motta que comandam os destinos da Gorreana, um ex-libris de São Miguel e dos Açores. A mais antiga ,e atualmente única, plantação de chá da Europa, Cultiva-se este produto maravilhoso desde 1883 mantendo desde então as tradições originais do oriente e as qualidades ancestrais há já 5 gerações familiares.
Não há turista que não tenha no seu roteiro a visita à fabrica e a degustação de um aromático chá.
Nós residentes, fazemos da Gorreana quase uma segunda casa. Todo o ambiente acolhedor, o aroma, a paisagem e a paz são como "nossos familiares". Um cenário único, um prazer único, um sabor único, numa ilha verde, cheia de plantações de chá, de trilhos e cascata que envolvem toda aquela zona digna de um paraíso terrestre.
Ana Cristina Zeferino Arruda
domingo, 9 de fevereiro de 2020
Boletim - fevereiro 2020
57 Encontro Urban Sketchers Açores
TIPOGRAFIA MICAELENSE
No passado dia 8 de Fevereiro realizou-se mais um encontro dos urban sketchers Açores desta feita na tipografia micaelense. Situada na rua do Castilho mesmo no coração da cidade de Ponta Delgada virada para o mar. O som do relógio da Matriz parecia fazer orquestra com as máquinas que teimosamente ainda trabalham na única tipografia a trabalhar neste momento.
A tipografia está aberta desde 1947. Actualmente o Sr. Dinis nosso anfitrião é o cuidador desta relíquia desde 1974. É uma sociedade de família. Fazem-se trabahos comerciais tais como faturas, envelopes,calendários, cartões de visita, postais de natal etc.
Por força do turismo o movimento nesta tipografia não para. Principalmente muito apreciado pelo mercado continental que aprecia muito a impressão de menus e cartões de visita. Existe mesmo um cliente francês que vende o nosso famoso chá da Gorreana e encomenda os menus. Através de off sets de pinças e impressoras manuais o seu proprietário vai reinventado e aplicando técnicas antigas aos novos trabalhos para que as máquinas continuem a trabalhar e os carimbos a fazer as delícias de quem os visita, e para que continue a haver muita vida naquele canto da rua do Castilho da nossa linda cidade.
No passado dia 8 de Fevereiro realizou-se mais um encontro dos urban sketchers Açores desta feita na tipografia micaelense. Situada na rua do Castilho mesmo no coração da cidade de Ponta Delgada virada para o mar. O som do relógio da Matriz parecia fazer orquestra com as máquinas que teimosamente ainda trabalham na única tipografia a trabalhar neste momento.
A tipografia está aberta desde 1947. Actualmente o Sr. Dinis nosso anfitrião é o cuidador desta relíquia desde 1974. É uma sociedade de família. Fazem-se trabahos comerciais tais como faturas, envelopes,calendários, cartões de visita, postais de natal etc.
Por força do turismo o movimento nesta tipografia não para. Principalmente muito apreciado pelo mercado continental que aprecia muito a impressão de menus e cartões de visita. Existe mesmo um cliente francês que vende o nosso famoso chá da Gorreana e encomenda os menus. Através de off sets de pinças e impressoras manuais o seu proprietário vai reinventado e aplicando técnicas antigas aos novos trabalhos para que as máquinas continuem a trabalhar e os carimbos a fazer as delícias de quem os visita, e para que continue a haver muita vida naquele canto da rua do Castilho da nossa linda cidade.
ANA CRISTINA ARRUDA
domingo, 5 de janeiro de 2020
Desenhar com Bernardim Casaca _ Oficina-Museu Capelas
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Desenhar com (XVIII) Bernardim Casaca
Desenhar com (XVIII) Bernardim Casaca | Encontro 56º USkP Açores
Valter Pratas, ou se quiserem Bernardim Casaca, nasceu em 1977, Cartaxo, licenciou-se em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2003, vive e trabalha em Lisboa desde 2005.
Após uma longa pausa criativa, Valter regressa à actividade artística em 2014 sendo o seu principal foco de interesse o desenho/pintura em espaço urbano e natural, estudo da figura humana assim como outras matérias académicas.
Partilha com alguma regularidade os seus desenhos do quotidiano nas redes sociais, assina pelo heterónimo de Bernardim Casaca.
Em mais uma visita a São Miguel, Bernardim irá desta vez partilhar com os participantes a sua metodologia e convidar todos os presentes a explorar o desenho tendo como ponto de partida o suporte em meio-tom (papel, cartão etc), estamos todos convidados a usar a intemporal esferográfica retrátil de 4 cores. Iremos explorar as tramas, os valores e tonalidades possíveis com este suigeneris instrumento. O lápis branco vai lá estar para dar uma ajuda!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
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