As Furnas exercem um fascínio muito grande sobre grande parte das pessoas, não sou diferente. Já desenhei esta encosta diversas vezes e garanto que não fica por aqui. Este desenho faz-se numa espécie de dieta onde a linha ocorre continuamente num registo monocromático que obriga a tomadas de decisão que hierarquizam os elementos representados.
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--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *
«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a Natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas.»
George Braque in «Cahiers de G. Braque»
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
domingo, 29 de dezembro de 2019
O arco 8 de volta
Como era de esperar, não há fome que não dê em fartura e por isso, ao fim de algum tempo, o icónico espaço/bar/galeria/etc... ARCO 8, reabriu com a insonorização necessária para nosso regozijo mas ainda estranheza pelo facto de se ter perdido o tecto de barracão para uma caixa industrial. Não estou a criticar, sei que o espaço se irá transformar progressivamente, ou não fosse um espaço que aposta na criatividade e qualidade da oferta cultural que tem. Por isso, ficam aqui dois registos, nas duas zonas agora bem demarcadas do ARCO8, O DENTRO E O FORA CÁ DENTRO.
Performance da "Cheirosa" sobre emigração
Iola ao telefone, a ver por anda a filha
Performance da "Cheirosa" sobre emigração
Iola ao telefone, a ver por anda a filha
Desenhos de viagem




Os desenhos foram feitos no carro em andamento. Este exercício obriga a uma síntese super rápida e é um desafio que gosto de me propor.
(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela) «insitu»
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Em vez de comer...
Ando sempre com o meu caderno, se não para mim, pois que seja para entreter o miúdo. Nas horas meio mortas onde alguns passam pelas brasas, outros consultam telemóveis eu, andei a experimentar uns lápis novos oferecidos este natal.
Nesta primeira imagem, 3 gerações: avô, pai e neto (não está representado mas fez o seu próprio registo de um pato)
Nesta primeira imagem, 3 gerações: avô, pai e neto (não está representado mas fez o seu próprio registo de um pato)
Já mais tarde, enquanto esperava pelo milagre da multiplicação dA "roupa velha" no apartamento de um dos hostels mais fixes de ponta delgada de que é proprietário um amigo, aproveitei para representar esta linda janela.
Desenhar com (XVIII) Bernardim Casaca
Desenhar com (XVIII) Bernardim Casaca | Encontro 56º USkP Açores
Valter Pratas, ou se quiserem Bernardim Casaca, nasceu em 1977, Cartaxo, licenciou-se em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2003, vive e trabalha em Lisboa desde 2005.
Após uma longa pausa criativa, Valter regressa à actividade artística em 2014 sendo o seu principal foco de interesse o desenho/pintura em espaço urbano e natural, estudo da figura humana assim como outras matérias académicas.
Partilha com alguma regularidade os seus desenhos do quotidiano nas redes sociais, assina pelo heterónimo de Bernardim Casaca.
Em mais uma visita a São Miguel, Bernardim irá desta vez partilhar com os participantes a sua metodologia e convidar todos os presentes a explorar o desenho tendo como ponto de partida o suporte em meio-tom (papel, cartão etc), estamos todos convidados a usar a intemporal esferográfica retrátil de 4 cores. Iremos explorar as tramas, os valores e tonalidades possíveis com este suigeneris instrumento. O lápis branco vai lá estar para dar uma ajuda!
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Feliz Natal
Hoje de manhã fui ao Centro de Saúde e enquanto esperava pela abertura das zonas de atendimento, aproveitei para desenhar o ambiente natalício e foi então que me apercebi que, este ano, ainda não tinha colocado as «cores do natal» no meu caderno. Quando cheguei a casa também desenhei a nossa árvore.
Então isto é o Natal, é uma época que, de algum modo, a todos toca. Ambiciono para todos um natal ALEGRE com muita AMIZADE e desenhos também. E, que 2020 seja um ano feliz e radiante, «abreijos(*)»!(*)A palavra é do Aníbal Pires, eu apropriei-me dela!
(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela) «insitu»
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Açores hoje | 14 de dezembro
Infelizmente o tempo não permitiu que realizássemos o 56º Encontro de Diários Gráficos do dia Internacional do Chá. As condições climatéricas impuseram medidas de segurança que obrigaram a fechar a fábrica ao público e o exterior não nos ofereceu condições para avançar. Reagendaremos o evento em breve.
Lamentamos o sucedido e esperemos por melhores dias.
Até já.
Lamentamos o sucedido e esperemos por melhores dias.
Até já.
sábado, 14 de dezembro de 2019
Gorreana
Raras são as vezes em que vamos à Gorreana e não tomarmos um chazinho. Desta vez (e já lá vai algum tempo) fomos à descoberta da morfologia. O relevo é determinado pela cultura do chá que vai modelando a paisagem e ao mesmo tempo dá-lhe um colorido especial. A paisagem é única, dinâmica e envolvente, isso deve-se também à luz que se reflete. Recordo-me de visitar esta zona pela primeira vez com a Ana Mafra, Filipe Franco e Maria José Cavaco, não consegui esconder o deslumbramento que ainda hoje me toca, sobretudo quando a luz se pronuncia em alto contraste e os verdes se desmultiplicam infinitamente.
Estes registos resultam de uma das primeiras abordagens que fiz daquele lado da plantação, geralmente adoto outro ponto de vista... hoje penso que poderia ter desconstruído «a paisagem», mas todos percorremos os nossos trilhos. Acredito que um dia olharei para este lugar com outros olhos, com olhos de ver.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Festival de sopas
No passado dia 30 de novembro fomos, com amigos, ao festival de sopas promovido pela Associação Cultural e Recreativa do Núcleo Museológico dos Fenais da Luz. Revisitei as instalações do núcleo e depois fomos às provas, nem a sopa de ortiga me escapou e a de uva era também uma delícia. Gostei deste serão comunitário, que foi francamente interessante pelos sabores, animação e pelo ambiente familiar e acolhedor.
(Lápis de cor, caneta califráfica e grafite ) «insitu»
(Lápis de cor, caneta califráfica e grafite ) «insitu»
domingo, 8 de dezembro de 2019
Fui com os putos ver a sara ao coliseu
Ofereceram-me os bilhetes para o espetáculo de uma miúda, que já não é miúda e nem sequer canta em palco, faz apenas playback e parece que já está bastante farta daquela vida, afinal já não tem 7 anos e as suas, cada vez mais presentes maminhas, não devem gostar muito de todos aqueles saltos. Mas pronto. Não estou a querer criticar mas penso que será altura de deixar a miuda começar a viver a sua adolescência em paz. Levei o meu filho e duas amigas, para que os seus pais não tivessem que gramar com aquele programa de sábado à tarde. Saí de lá surda e eles satisfeitos e cansadinhos.
28º Encontro, USKP Açores, Ilha Terceira Museu de Angra do Heroísmo, 21 dezembro 2019
28º Encontro , USKP Açores, Ilha Terceira
Museu de Angra do Heroísmo, 21 dezembro 2019
aguarela de Bruce Azevedo
sábado, 7 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
MarSP Project
Os objetivos do MarSP Project - Macaronesian Maritime Spatial Planning são o desenvolvimento de ações concretas para os Estados-Membros Portugal e Espanha e o desenvolvimento das capacidades e ferramentas necessárias para a implementação da Diretiva MSP na região da Macaronésia, incluindo mecanismos de cooperação transfronteiriça. O projeto reforçará o planeamento espacial marítimo nos arquipélagos da Macaronésia dos Açores, Madeira e Ilhas Canárias, prestando assistência às autoridades competentes de Portugal (Açores e Madeira) e Espanha (Ilhas Canárias) na promoção do desenvolvimento do Planeamento Espacial Marítimo (MSP). O projeto fornecerá ferramentas de gerenciamento que são adaptadas às configurações ambientais e socioeconômicas regionais de cada arquipélago da Macaronésia.
(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela) «insitu»
Scribing
(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela) «insitu»
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
56º Encontro de Diários Gráficos | Dia Internacional do Chá
Domingo dia 15 de dezembro, das 14:30 às 17:30, os Urbansketchers Açores comemoram o DIA INTERNACIONAL DO CHÁ com uma visita orientada por Pedro Pascoal de Melo (*) à Gorreana, uma produtora de chá de primeira classe e de reconhecimento internacional.
«A Gorreana enquanto plantação, fábrica e museu, é o local idilico para degustar uma chávena de chá ao mesmo tempo que se pode apreciar as máquinas Marshall originais datadas de 1840 ainda em funcionamento na fábrica. O cheiro do chá fresco e das flores que circundam a propriedade associados à vista deslumbrante sobre o mar azul e o verde inebriante das montanhas constitui um autêntico paraiso tão peculiar como o chá das nossas plantações que deve as suas características únicas ao nosso clima, ao PH do solo argiloso, ácido e rico em minerais e, claro, à briza maritima que cai sobre as plantações e aos métodos de cultivo artesanais. São essencialmente estas as razões pelas quais o único local onde se produz chá na Europa há mais de um século é aqui nas plantações Gorreana na inebriante ilha de São Miguel.»
*Pedro Pascoal de Melo (Ponta Delgada, 1961). Licenciado em Estudos Portugueses (U. Açores) e em Património Cultural (U. Açores), Pós-Graduado em Património, Museologia e Desenvolvimento (U. Açores). Membro do Instituto Cultural de Ponta Delgada. Investigador na área do Património, Arte e História local. Tem desenvolvido trabalho sobre a História do chá nos Açores, nomeadamente sobre as fábricas da Mafoma e Gorreana.*Pedro Pascoal de Melo (Ponta Delgada, 1961). Licenciado em Estudos Portugueses (U. Açores) e em Património Cultural (U. Açores), Pós-Graduado em Património, Museologia e Desenvolvimento (U. Açores). Membro do Instituto Cultural de Ponta Delgada. Investigador na área do Património, Arte e História local. Tem desenvolvido trabalho sobre a História do chá nos Açores, nomeadamente sobre as fábricas da Mafoma e Gorreana.
Os Urban Sketchers Portugal Açores são um grupo - informal - de amantes do desenho que desenham em cadernos as cidades onde vivem, os sítios por onde viajam, encontram-se para desenhar de vez em quando e respeitam o manifesto.
domingo, 1 de dezembro de 2019
Montes da Ladeira da Velha
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A Batalha da Ladeira da Velha
"No dia 3 de Agosto de 1831, nos Montes da Ladeira da Velha, localizados a Nascente deste Miradouro (Santa Iria), Concelho de Ribeira Grande, as tropas de D. Pedro IV haviam de vencer o exército do Rei de tradição absolutista, seu irmão, D. Miguel. Foi uma Batalha decisiva. Por ela se consolidou a vitória das forças liberais no Arquipélago dos Açores, bem como se abriu o caminho que, depois de uma guerra civil cruenta, levaria em Évora Monte, aos 26 de Maio de 1834, à queda do absolutismo e à reposição, em Portugal, da Carta Constitucional."
(Lápis de cor, caneta califráfica, grafite e Aguarela) «insitu» |
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