Playa de las Canteras, Gran Canária, 02 de jun de 2023
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--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *
«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a Natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas.»
George Braque in «Cahiers de G. Braque»
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domingo, 4 de junho de 2023
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
Acampamento no Topo, S.Jorge, 1 e 2 de agosto de 2020
Sara Silva, Acampamento no Topo, S.Jorge, 1 e 2 de agosto de 2020
Tinta de esferográfica e marcadores sobre papel creme texturado, 210 x 148 mm
Fomos acampar no Topo, numa zona balnear. Jogamos a Marralhinha, jogo típico da Terceira, e muitas das anotações de texto são conversas durante o mesmo, pelo menos o que ia ouvindo e afixando, sendo por vezes fragmentos, já que não conseguia perceber ou acompanhar tudo.
Quando de regresso a casa, paramos no Miradouro das Manadas para ver o Pôr de Sol, no qual aproveitei para realizar o desafio da Isa.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
"Sózinha" no Portinho da Queimada, 2020
Sara Rocha Silva, "Sózinha" no Portinho da Queimada, 2020
Eu andava a desvalorizar o que desenhava. Pensei é falta de cor, é do caderno, é da concentração, é do movimento, mas hoje 16 de julho, 23:53, já olhei com outros olhos. Atribuímos valores simbólicos, afectivos, estéticos, entre outros, conforme por vezes humores, sensações, emoções, incertezas, padrões, quebras, rupturas, distanciamento, sentimentos, conhecimentos, preconceitos ... Eu já estava a espera. Hoje penso que não posso é parar. Para além do desenho nos ajudar a fixar não só um rasto no caderno de uma passagem que pode nos levar a recordações como uma lembrança que trazemos de uma viagem, mas também registar na memória o que está à nossa volta com outra facilidade, por exemplo eu sou muito má em afixar os nomes dos lugares e orientação no espaço, é como se fosse numa viagem de carro observando pela janela como quem vê um filme. Não sei o que fica a norte e a sul porque não é o que me interessa mais, mas acho que o facto de desenhar ajuda-me a prestar atenção de um modo diferente, mais focada, talvez por olhar e reolhar para uma região ou me levar a perguntar, mas como se chama esse lugar, mas isso parece aquilo ou acolá por comparação, entre outros, como uma análise, uma análise que não pára logo a seguir ao desenho dado como (in)acabado, mas que continua quando olho para ele e para outros que não se limitam a esses registos gráficos mas a todos os outros e muito mais. No entanto, isso também é fruto de um presente que por sua vez se liga a um passado e futuro talvez de expectativas, idealizações, medos, ou falta deles até, também eles ligados.
Estou dizendo essas coisas para tal como o desenho, eu ter um registo, dessa vez de um pensamento que até pode vir mudar ou a crescer. Isso pode não soar a novo, mas às vezes é preciso para o organizarmos ou até mesmo para não esquecer como quem sublinha uma frase que gosta de um livro.
Em relação ao desenho foi feito em mais um dia no Portinho da Queimada, estava "sózinha" e penso que foi no dia 14 de julho, já que foi depois da partida dos meus pais, dia em que recebi um novo caderno e antes do churrasco.
Eu andava a desvalorizar o que desenhava. Pensei é falta de cor, é do caderno, é da concentração, é do movimento, mas hoje 16 de julho, 23:53, já olhei com outros olhos. Atribuímos valores simbólicos, afectivos, estéticos, entre outros, conforme por vezes humores, sensações, emoções, incertezas, padrões, quebras, rupturas, distanciamento, sentimentos, conhecimentos, preconceitos ... Eu já estava a espera. Hoje penso que não posso é parar. Para além do desenho nos ajudar a fixar não só um rasto no caderno de uma passagem que pode nos levar a recordações como uma lembrança que trazemos de uma viagem, mas também registar na memória o que está à nossa volta com outra facilidade, por exemplo eu sou muito má em afixar os nomes dos lugares e orientação no espaço, é como se fosse numa viagem de carro observando pela janela como quem vê um filme. Não sei o que fica a norte e a sul porque não é o que me interessa mais, mas acho que o facto de desenhar ajuda-me a prestar atenção de um modo diferente, mais focada, talvez por olhar e reolhar para uma região ou me levar a perguntar, mas como se chama esse lugar, mas isso parece aquilo ou acolá por comparação, entre outros, como uma análise, uma análise que não pára logo a seguir ao desenho dado como (in)acabado, mas que continua quando olho para ele e para outros que não se limitam a esses registos gráficos mas a todos os outros e muito mais. No entanto, isso também é fruto de um presente que por sua vez se liga a um passado e futuro talvez de expectativas, idealizações, medos, ou falta deles até, também eles ligados.
Estou dizendo essas coisas para tal como o desenho, eu ter um registo, dessa vez de um pensamento que até pode vir mudar ou a crescer. Isso pode não soar a novo, mas às vezes é preciso para o organizarmos ou até mesmo para não esquecer como quem sublinha uma frase que gosta de um livro.
Em relação ao desenho foi feito em mais um dia no Portinho da Queimada, estava "sózinha" e penso que foi no dia 14 de julho, já que foi depois da partida dos meus pais, dia em que recebi um novo caderno e antes do churrasco.
quinta-feira, 9 de julho de 2020
S.Jorge, 8 e 9 de julho de 2020
Sara Rocha Silva, Mariana, S.Jorge, 8 de julho de 2020
Sara Rocha Silva, Fajã Grande, S.Jorge, 9 de julho de 2020
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Sobre o colchão, S.Jorge, 8 de julho de 2020
Sara Rocha Silva, Sobre o colchão, S.Jorge, 8 de julho de 2020
Hoje o dia esteve nublado, então fomos almoçar ao Topo e lanchar às Velas. Também estamos cansados e até soube bem. Todos escaldados do sol e há quem até esteja desfigurado. Faz lembrar um rapaz cão de uma série. Ao almoço encontramos o Helder e a Andreia (ups! Débora). Conversamos e foi muito agradável. O Helder é o Sr. do barco. Em breve vamos fazer um novo passeio pelo mar. Há hora do lanche passou o Eldon Coquete no carro dos bombeiros. Pôs o último nome porque é super caricato. Como é um meio pequeno, vamos encontrando com regularidade as pessoas. Um pouco como as freguesias mais pequeninas ou mais rurais. Aqui é difícil a solitude, acho eu. Talvez em zonas aceleradas, a solitude é algo mais frequente, a não ser que estejas numa casinha bem afastada de tudo, estava a lembrar-me de certas zonas na Costa Alentejana, mas também nem sei se é assim. Como também tenho bons momentos com essas pessoas, não me importo nada, até antes pelo contrário. Provavelmente vamos dar uma voltinha mais logo, mas aqui fica o registo de hoje. Em relação ao desenho foi feito sobre o colchão ao fim do dia e acho piada que o caderno que é molinho e sem suporte rígido por baixo faz com que as linhas também sejam assim mais moles e menos duras, um pouco como me sinto hoje, mas ainda fui sublinhar algumas zonas de forma a criar diferentes acentuações, ritmo. Eu para ser sincera, não olhei, ainda, bem para o desenho, mas pelo menos ficou-me essa ideia.
Hoje o dia esteve nublado, então fomos almoçar ao Topo e lanchar às Velas. Também estamos cansados e até soube bem. Todos escaldados do sol e há quem até esteja desfigurado. Faz lembrar um rapaz cão de uma série. Ao almoço encontramos o Helder e a Andreia (ups! Débora). Conversamos e foi muito agradável. O Helder é o Sr. do barco. Em breve vamos fazer um novo passeio pelo mar. Há hora do lanche passou o Eldon Coquete no carro dos bombeiros. Pôs o último nome porque é super caricato. Como é um meio pequeno, vamos encontrando com regularidade as pessoas. Um pouco como as freguesias mais pequeninas ou mais rurais. Aqui é difícil a solitude, acho eu. Talvez em zonas aceleradas, a solitude é algo mais frequente, a não ser que estejas numa casinha bem afastada de tudo, estava a lembrar-me de certas zonas na Costa Alentejana, mas também nem sei se é assim. Como também tenho bons momentos com essas pessoas, não me importo nada, até antes pelo contrário. Provavelmente vamos dar uma voltinha mais logo, mas aqui fica o registo de hoje. Em relação ao desenho foi feito sobre o colchão ao fim do dia e acho piada que o caderno que é molinho e sem suporte rígido por baixo faz com que as linhas também sejam assim mais moles e menos duras, um pouco como me sinto hoje, mas ainda fui sublinhar algumas zonas de forma a criar diferentes acentuações, ritmo. Eu para ser sincera, não olhei, ainda, bem para o desenho, mas pelo menos ficou-me essa ideia.
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