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terça-feira, 9 de abril de 2019

As aventuras de Pinóquio

As aventuras de Pinóquio foram produto do estágio de coro e orquestra do Conservatório Regional de Ponta Delgada. O espétáculo foi organizado pelo  Conservatório e pelo Teatro Micaelense.
No dia 6 o Teatro  encheu e eu dei comigo a desenhar às escuras... uma história contada às claras. O Pinóquio era dos meus preferidos, um livro inseparável durante anos... gostei muito do narrador, a sua voz funcionou -para mim - como um instrumento musical, achei-o incrível.

Esta adaptação foi idealizada por Augusto Vismara e comentada musicalmente pelo compositor Maurizio Lomartire, com a participação dos solistas Augusto Vismara (violino e viola), Fabio Battistelli (clarinete e clarinete baixo) e Elisa Racioppi (piano) e a recitação deveu-se ao ator Nelson Cabral.

(Caneta caligráfica e marcador)                                                                                                                                                                           «insitu»

quarta-feira, 3 de abril de 2019

473º Aniversário da Cidade de Ponta Delgada


473º aniversário da Cidade de Ponta Delgada


Dia de Aniversário da Cidade de Ponta Delgada | 2 de abril



473º Aniversário da Cidade de Ponta Delgada



Hoje, 2 de Abril, dia em que Ponta Delgada foi elevada a cidade, no reinado de D. João III, conforme carta régia de 1546, prestámos homenagem a Antero de Quental. Estivemos - em pequeno grupo - com a ESAQ e com a Maria João Ruivo que coordenou um grupo de pessoas que declamou sonetos de Antero no local onde pôs termo à sua vida. Fêz-se ali, a apologia à vida através da sua obra.
 «Deve haver uma relação profunda entre o homem e a terra em que nasceu e se criou».
Antero de Quental

 (Tinta caligráfica,  aguarela, lápis de cor e marcador)                                                                                                                                                «insitu»

terça-feira, 2 de abril de 2019

Dia Internacional dos Centros Históricos

Vila Franca, 30 de março, 2019
(A chuva não facilitou a vida aos sketchers, que vinham com ideias de registar os recantos da Vila. E muito fizeram. Como não sei desenhar, aqui fica um pouco do meu esboço, a fazer prova de que lá estive, embora num outro tempo…)
Aquela manhã parecia igual a todas as outras manhãs do mundo. Acordaram gratos pela vida, repetindo os gestos de todos os dias…
Depois foi o terror perante aquele ronco vindo do interior da terra. A Serra a abater-se sobre o povoado. A impotência perante a fúria divina. O medo. A indagação sobre que pecados tão grandes teriam sido cometidos para despertar em Deus essa zanga e esse castigo tão desmedidos. O pasmo humano, perante o poder inultrapassável dos deuses todos.
E o desespero. A busca, em agonia, de algum sopro de vida debaixo dos escombros. A fúria rouca da terra a juntar-se à dor amarga dos homens perante esse implacável tribunal divino.
Foi então o nascer das Romarias. Os prantos, em pedidos de perdão, à Virgem. Os lamentos dolorosos pelos caminhos perdidos da Ilha. Esses cânticos dolentes que vêm do princípio de tudo, que mergulham no fundo do tempo e do espírito…
Maria João Ruivo