no local

--------------------------------* OS DESENHOS DESTE BLOGUE RESULTAM DA OBSERVAÇÃO DIRETA E FORAM FEITOS NO LOCAL *

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Festa do milho

Pico vermelho - Ajuda da Bretanha - festa do milho.
Lá para os lados da costa norte, numa freguesia vizinha do mar de janela aberta a uma paisagem deslumbrante, comemora -se por esses dias a festa do milho. Tendo como anfitrião o moinho do.pico vermelho o milho foi rei de festa. Iguarias deliciosas fizeram nos voltar ao tempo em que o milho fazia parte das refeições nas mesas das famílias acorianas. O arroz doce, o milho cozido, as malassadas e as papas de carolo fazem nos degustar de sabores únicos. Sinal dos tempos modernos e como o passado e o presente parecem querer andar de mãos dadas, lá se via também a juventude a preferir a " comida moderna" - pizza, bifanas coca cola etc. As crianças brincavam alegremente de roda do moinho, enquanto os mais vividos recordavam histórias do tempo em que as velas do moinho ainda trabalhavam. A música pimba animava a noite que com um cheirinho a outono vinha chegando depois do sol ir descansar escondido nos montes verdes deste recanto nortenho povoado de pessoas simples e amáveis na sua maneira de receber.
Que saibamos sempre apreciar aquilo que é nosso e genuíno e ter tempo para apreciar as coisas simples da vida. Ter tempo para viver o nosso tempo.

Ana Cristina Arruda
Desenho Pedro Arruda

Santa Bárbara, domingo de surf

Depois de uns dias intensos, cheguei a este domingo 15 de setembro com a sensação de rebentar. De repente, ocorreu-me que tinha que estar perto do mar. E tinha de ser o mar o mar que mais se parece com o da minha terra, santa cruz, Torres Vedras, precisei de aqui vir sentir a imensidão do oceano e das nuvens carregadas, havia, como sempre muitos surfistas no mar, mas no meu desenho, decidi que não haveria qualquer ser humano a não ser a pessoa atrás do lápis.




quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Praia dos Santos, São Roque, ponta delgada, açores

Não são necessárias muitas técnicas, materiais, assuntos, suportes. Não é necessário desenhar como os grandes mas sim, olhar como as crianças. Aquelas que já fomos e que escondemos atrás das nossas vidas de responsabilidade. Aquele olhar que nos faz sorrir quando vemos um filho a desenhar uma pessoa com 5 pernas e um nariz com formato de batata ou ouvimos um filho a falar sobre um qualquer assunto da atualidade a explicar o assunto como se fosse a pessoa que mais entendesse dele. Para tudo, as coisas pequeninas são aquelas que nos escapam muitas vezes e que carecem de maior atenção,pormenor e dedicação.


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

domingo, 1 de setembro de 2019

Azores Burning Summer Festival

Desenhos possíveis ontem à noite no #azoresburningsummerfestival. Gostei tanto de estar em frente a estes dois "suaves"! #mariolaginha e #tcheka


#saratavares foi a única que não representei. Estive ocupada demais a dançar. Nunca a tinha visto ao vivo e, de facto, não desilude, absorve!
No final, em tom de muita festa com a Mãe Terra, só alguns tinham pés para dançar, talvez porque estivessem descalços, eu, aproveitei e encostei-me perto de uma coluna e fiquei a desenhar ao som da batida dos #terrakota.
Amigos, Alexandra Baptista Paula Amaral Paulo Brilhante Graça Viveiros, os Urban Sketchers Açores, estiveram lá. Isto seria uma desculpa perfeita para um encontro.

Pois ontem (31 agosto) no #azoresburningsummerfestival fozores  i, para mim, um noite de outros prazeres. Levei comigo o meu futuro, o filho da mãe. E ele é de facto, uma criança feliz e cheio de musica dentro de si.
Quando fiz este único desenho, já tínhamos, tomado banhoca no mar, apanhado umas ondas, dançado numa jam session junto à praia com os músicos da noite anterior e onde tive o descaramento de pedir ao Mário Laginha e ao Tcheka um autógrafo nos desenhos que fiz deles. Gente boa, de sorriso aberto.
Depois, ainda brincámos mais um bocadinho e fomos até ao espaço levados por uma bola de espelhos iluminada no centro do dance floor. Quando, finalmente, nos sentámos a ouvir o #salvadorsobral, que obviamente é um artista genial (digam o que disserem) ele experimenta e não tem vergonha daquilo que faz, consegui parar e riscar, com a luz possível o cenário abaixo de mim.
Todos sentados, a pedido do artista, iluminados no ambiente intimista possível num festival de verão.
No final...o meu herói, o puto, aterrou cansado, ao som da música. Urban Sketchers Açores
@azoresburningsummer